terça-feira, 27 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O direito da criança - Ruth Rocha

Toda criança no mundo Deve ser bem protegida Contra os rigores do tempo Contra os rigores da vida Criança tem que ter nome Criança tem que ter lar Ter saúde e não ter fome Ter segurança e estudar. Não é questão de querer Nem questão de concordar Os diretos da criança Todos têm de respeitar. Tem direito à atenção Direito de não ter medos Direito a livros e a pão Direito de ter brinquedos. Mas criança também tem O direito de sorrir. Correr na beira do mar, Ter lápis de colorir... Ver uma estrela cadente, Filme que tenha robô, Ganhar um lindo presente, Ouvir histórias do avô. Descer do escorregador, Fazer bolha de sabão, Sorvete, se faz calor, Brincar de adivinhação. Morango com chantilly, Ver mágico de cartola, O canto do bem-te-vi, Bola, bola, bola, bola! Lamber o fundo da panela Ser tratada com afeição Ser alegre e tagarela Poder também dizer não! Carrinhos, jogos, bonecas, Montar um jogo de armar, Amarelinha, petecas, E uma corda de pular. Um passeio de canoa, Pão lambuzado de mel, Ficar um pouquinho à toa... Contar estrelas no céu... Ficar lendo revistinha, Um amigo inteligente, Pipa na ponta da linha, Um bom dum cachorro quente. Festejar o aniversário, Com bala, bolo e balão! Brincar com muitos amigos, Dar pulos no colchão. Livros com muita figura, Fazer viagem de trem, Um pouquinho de aventura... Alguém para querer bem... Festinha de São João, Com fogueira e com bombinha, Pé-de-moleque e rojão, Com quadrilha e bandeirinha. Andar debaixo da chuva, Ouvir música e dançar. Ver carreira de saúva, Sentir o cheiro do mar. Pisar descalça no barro, Comer frutas no pomar, Ver casa de joão-de-barro, Noite de muito luar. Ter tempo pra fazer nada, Ter quem penteie os cabelos, Ficar um tempo calada... Falar pelos cotovelos. E quando a noite chegar, Um bom banho, bem quentinha, Sensação de bem-estar... De preferência um celinho. Uma caminha macia, Uma canção de ninar, Uma história bem bonita, Então, dormir e sonhar... Embora eu não seja rei, Decreto, neste país, Que toda, toda criança Tem direito a ser feliz!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Entrevista no TV X

A GENTE CONVERSANDO E O POPÓ NÃO SAI DA INTERNET...VAI ACABAR PERDENDO A MELHOR PARTE DA NOSSA CONVERSA!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

UM DIA DE TELEVISÃO

---Bom mesmo era ter um dia inteiro de televisão, poder assistir tudo quanto é programa: filme, desenho, propagandas legais, propagandas de outros desenhos e luta também, depois eu ia tomar banho e voltar para assistir mais televisão: novela, mais filme. Ia ser um dia de televisão. Lucas 5 anos A fala acima é de uma criança de cinco anos, que demonstra um desejo de ficar um dia inteiro assistindo todos os programas da telinha.

domingo, 16 de novembro de 2008

CONVITE DE DEFESA DE MESTRADO

O presente trabalho teve como objetivo investigar os usos sociais que as crianças fazem das mídias em suas vidas, refletindo e avaliando elementos culturais advindos principalmente das mídias eletrônicas presentes no universo do cotidiano infantil. Para embasamento teórico, se fez necessário trazer para discussão teóricos que pesquisam e avaliam as concepções das representações e entendimento da definição de infância e de criança no mundo contemporâneo. Apresento um formato de escrita que busca novas abordagens no campo da pesquisa com crianças, acreditando que elas podem ser compreendidas enquanto atores sociais, capazes de produção simbólica e produção de culturas na sua própria infância através de definições pertencentes ao seu universo e cotidiano em que vivem. Apresento, também, uma metodologia de pesquisa-ação com 32 crianças utilizando como dados produções gráficas e relatos orais, que podem ser entendido como documentos de análise para validação das tessituras presentes nesta escrita. Várias são as informações relatadas pelas crianças através de gestos, movimentos corporais, concebidos como os dados relevantes na pesquisa de campo que indicam uma apropriação pelas crianças e os significados atribuídos por elas.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A invenção da Infância.

Trata-se de um curta de Liliana Sulzbach, feito em 2000. São 26 min que nos fazem refletir sobre o significado da infância na atualidade. Recebeu 14 prêmios, inclusive no Canadá e no Japão. href="http://portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=672&exib=6356"> "Das esquecidas às estressadas, das mimadas às exploradas, todas as nuances das crianças do Brasil. "

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º Encontro do CEPEAD

Uma refexão sobre a Infância, Mídia e Educação DªRita Ribes, professora e pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), participou do primeiro encontro do CEPEAD/UEMG - Centro de Pesquisa em educação a distância dia 05 de maio. Autora da tese de doutorado 'Nossos Comerciais, por favor: infância, televisão e publicidade', orientada por Leandro Konder, Rita foi convidada para falar sobre Infância, mídia e educação.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Mário Quintana Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano Vive uma louca chamada Esperança E ela pensa que quando todas as sirenas Todas as buzinas Todos os reco-recos tocarem Atira-se E — ó delicioso vôo! Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada, Outra vez criança... E em torno dela indagará o povo: — Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes? E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!) Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam: — O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Portfólio - Algumas Produções Midiáticas

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

OFICINA DO VER

Um delicioso exercício para tentar entender as estratégias da TV Aguarde em breve...

Trabalho Aprovado - Seminário de Pesquisa e Extensão - Ituiutaba

Profª Mª Esperança de Paula

Profª Drª Rita Ribes Pereira

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, a escola tem sustentado uma relação nada simples com os meios de comunicação. Entre o amor e o espanto, este vínculo tem se movido mais perto da desconfiança, da acusação e da condenação do que da aceitação e reconhecimento.

As mídias desempenham um papel central na vida das crianças. Primeira atividade de ócio e principal fonte de informação, os meios de comunicação afetam a maneira como as crianças percebem a realidade e interagem com o mundo.

DESENVOLVIMENTO

A proposta do projeto além de subsidiar dados à pesquisa, tem como função estabelecer o movimento nas relações entre pesquisador e a construção do seu objeto, pois todo objeto de pesquisa é um objeto construído e não imediatamente dado.

Criando estratégias e mecanismos através do uso das mídias de comunicação, possibilitando a descoberta deste objeto nos espaços construídos pela pesquisa, ampliando a visão do pesquisador nos procedimentos e o instrumental de coleta e análise dos dados, adotando os recursos utilizados para maximizar a confiabilidade dos resultados.

METODOLOGIA

O trabalho de campo começou em março de 2007, com uma turma de 19 crianças de 5 a 6 anos, sendo oito meninas e onze meninos. Amparada por recursos metodológicos como: gravações, notas de campo, entrevistas, e principalmente o desenho infantil como forma de interlocução e investigação com vistas a problematizar aspectos culturais e ideológicos das relações das crianças com as mídias. Com objetivo de descobrir o uso social que as crianças fazem da mídia na vida.

A RADIONOVELA VAI À ESCOLA

Profº Josemir Almeida Barros

Profª Mª Esperança de Paula

Profª Drª Rita Ribes Pereira

DESENVOLVIMENTO

Esta pesquisa tem como objetivo principal estudar e analisar as diversas formas de utilização das linguagens midiáticas no contexto escolar, além de subsidiar a pesquisa já em desenvolvimento do “Grupo de pesquisa: Infância, mídia e educação” (GPIME) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

DESENVOLVIMENTO

Acreditando que o espaço escolar vai muito além de conceber o ensino da escrita e leitura (formas tradicionais), apresentamos o projeto de pesquisa intervenção - A radionovela vai à escola – também com o objetivo de investigar, estudar e analisar as relações que as crianças estabelecem com estas mídias e os seus significados no contexto escolar na contemporaneidade.

Com o auxílio de diversas tecnologias a pesquisa intervenção - A radionovela vai à escola - é realizada com os alunos da 1ª série do Ensino Fundamental de uma escola particular de Belo Horizonte.

METODOLOGIA

Com objetivo de abstrair dados e informações para subsidiar outras pesquisas, além de nossos estudos sobre os médias, A radionovela vai à escola, também contribui para a captação de dados referentes às dissertações de mestrado. Assim estamos desenvolvendo uma pesquisa participante para melhor compreensão dos objetivos propostos. Utilizamos os desenhos produzidos pelas crianças, suas falas, seus gestos, entre outros.

O campo de pesquisa é uma sala de aula da rede particular de Belo Horizonte, com 19 crianças.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Lá Lá Lá não é música. Musica tem que ter falação

Demorou muito tempo até que se desse conta de que as crianças não são homens ou mulheres em dimensões reduzidas. As crianças criam para si, brincando, o pequeno mundo próprio.

Walter Benjamin


Através de falas, gestos, olhares, movimentos corporais, as crianças revelam fenómenos sociais que se encontram obscurecidos...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Imagem e desenho: pesquisa com crianças na educação infantil

Josemir Almeida Barros Maria Esperança de Paula
Propomos aqui uma reflexão sobre imagem, na forma de desenhos, isto é, sobre os aspectos ligados à utilização dos desenhos como possível forma de problematizar parte dos aspectos culturais e ideológicos de crianças de 5 e 6 anos, suas falas representadas como imagens vinculadas à mídia televisiva. Uma das indagações fundantes torna-se necessária: que lugar a televisão ocupa na vida das crianças? Essa questão, central para nosso grupo de pesquisa, é trazida para este texto a partir de um diálogo construído com crianças da educação infantil da Escola Padre Eustáquio, localizada em Belo Horizonte. Qual a parte da sua casa de que mais gostam? Essa pergunta, motivadora do desenho, foi feita com dois objetivos: conhecer o contexto extra-escolar da vida das crianças e observar a possível presença da televisão nesse contexto. Percebemos uma relação muito grande entre a linguagem imagética dos desenhos e a fala que as crianças construíam em seu entorno, antes ou depois do desenho feito. Percebemos também que as crianças dificilmente resistem a desenhar quando instigadas diante de um pedaço de papel. Utilizar os desenhos como instrumento de pesquisa com crianças da educação infantil, torna-se uma rica possibilidade de compreender a relação entre imagem e oralidade, sendo estas formas privilegiadas de expressões e sentimentos infantis. Segundo GOBBI (2002) os desenhos infantis podem ser considerados como documentos caracterizados como objetos interlocutores que vão permitir uma construção de diálogos com as crianças, contribuindo como fontes de informações a serem investigadas, interpretadas, analisadas e comparadas. As crianças ao registrarem os desenhos no papel, tendem a contar as visões do seu mundo. Portanto, tais documentos são entendidos como obras humanas que registram, ainda que de modo fragmentado, pequenas parcelas das complexas relações tanto individuais quanto coletivas das crianças. Os desenhos podem ser entendidos como uma grafia que conservou o pensamento e a fala de forma a permitir sua representação e consequentemente sua leitura. Nestes desenhos, encontramos expressões e experiências das crianças com a TV, seus desejos, sonhos e compreensões sobre a vida cotidiana, sobre a vida escolar, suas inter-relações com os amigos, com os familiares e parte do que acreditam. Para essas crianças as imagens midiáticas parecem onipresentes em um mundo tomado por telas de toda ordem, desde os outdoors aos microcomputadores e da televisão aos vídeo-games e pocket-games. Tão presentes na vida das crianças, as imagens precisam se tornar presentes em nossos estudos e pesquisas. REFERÊNCIAS – GOBBI, Márcia. "Desenho infantil e oralidade: instrumentos para pesquisa com crianças pequenas." In. GOULAR, Ana Lúcia de Faria e et all. (Orgs.). Por uma cultura da infância. Campinas: Autores Associados, 2002. sobre o(a) autor(a): Josemir Almeida Barros Licenciado em História pela PUC-MG e Mestrando em Educação pela UERJ. Prof. da FAE/UEMG. Maria Esperança de Paula Licenciada em Pedagogia pela FAE/UEMG e Mestranda em Educação pela UERJ. Profa. da FAE/UEMG.